sábado, 25 de abril de 2009

Memorial - Lúcia Maria Ribeiro

DOC 01
Memorial
Abril, 2009.



1.0 DADOS PESSOAIS.
Nome: Lúcia Maria Ribeiro
Sexo: Feminino
Filiação: Marcelina Maria Ribeiro e Plínio José Ribeiro
Nascimento: 15.04.1954
Estado Civil: Divorciada
Filhos: Kelly Cristine, Troy Steve, Márjorie Aniella e Igor Yuri
RG: 1.477.864.52 SSP-BA
CPF: 093.822.084-53
Carteira de Trabalho: 53.620/ 282 PE.
Título de Eleitor: 070.373.510.558 Zona 83 Seção 399 - Petrolina (PE)

2.0 FORMAÇÃO ESCOLAR

2.1 – Ensino Médio
1972 – 1974 >Curso Científico – Escola Estadual de Petrolina. Neste mesmo ano fiz vestibular para a Licenciatura de Letras/Inglês, sendo aprovada em 8º. Lugar, mas não pude freqüentar porque naquela época a FFPP era uma autarquia e a mensalidade custava um salário mínimo e como eu custeava meus estudos e também ajudava nas despesas de casa, tornou-se inviável.

Para não ficar parada, fui fazer outro curso de segundo grau, agora profissionalizante. (Secretariado) o qual abandonei no último ano para me casar. Porém esta formação profissional não foi em vão, pois graças a ela fui aprovada em 1976 no concurso do Banco Estadual da Bahia S/A permanecendo nesta instituição por 15 anos, exercendo as funções de Auxiliar Administrativo, Caixa e Ge Administrativa.

Mas chegou era Collor de Mello e as privatizações e para enxugar o quadro de funcionários, foi efetuada uma enorme redução do quadro, e como não tinha nem amigos nem parentes influentes fui das primeiras a ser demitida. Pensei em retomar os estudos, mas novamente tive que desistir dos mesmos para acompanhar o então esposo que também era bancário e ocupava cargos administrativos e só permanecia na mesma cidade por um período de 03 anos e nas cidades em que moramos não tinha curso Superior.

Então em 1998, fomos transferidos para Janaúba, no norte de Minas Gerais, e ali fiz o curso de magistério nível médio, me envolvendo completamente no universo escola/aluno, percebendo enfim, que esta seria a atividade profissional em que me realizaria, apesar dos baixos salários e falta de condições para desenvolver um bom trabalho. Após terminar o curso de Magistério, acabou também meu casamento e retornei a Petrolina em 2000.
Como já estava com 45 anos, achei que criando uma microempresa arranjaria os meios econômicos para a sobrevivência. Reuni todas as minhas economias e fundei a microempresa, que faliu em 03 anos. A razão maior da falência foram minhas ideologias sociais, sempre colocadas em primeiro lugar e o capitalismo não perdoa quem não joga de acordo com suas regras. Toda esta história foi para contar o que fiz neste período de final de ensino Médio e início do ensino Superior e finalmente em 2004 fui aprovada mais uma vez no vestibular, Curso de Letras/Português.


2.2 – FORMAÇÃO UNIVERSITÁRIA

2005 – 2009 > Licenciatura, habilitação Letras/Português – UPE – Campus IV Petrolina.

Comecei este curso e estou cursando, pois termino no final de junho/2009, com o maior afinco e responsabilidade.

No ano de 2007, fui convidada para dar aulas em um curso profissionalizante nos finais de semana. Como os conteúdos ministrados eram administrativos, não tive a menor dificuldade, uma vez que já os conhecia do meu tempo de bancária e ao mesmo tempo esta experiência me permitiu adquirir domínio de sala, o que foi muito importante na etapa seguinte.

Em 2008 - Entrei como estagiária da Secretaria de Educação do Estado de Pernambuco e fui lotada na escola EMAAF assumindo de abril a dezembro duas 7ª. E uma 8ª. do ensino fundamental e, apesar das dificuldades, acho que me sai bem, tanto que neste ano permaneci na mesma escola onde vou ficar até o final do meu contrato que termina em 30.06.2009.

Fui aprovada neste último concurso público da Secretaria de Educação de Pernambuco para o cargo de professor de Língua Portuguesa em trigésimo oitavo lugar e espero ser chamada.

Sei que tenho muito para colaborar na educação dos jovens, pois tenho uma certa cumplicidade com eles o que facilita bastante o nosso trabalho.

3.0 TRABALHOS PUBLICADOS

Segunda Mostra de Estudos Acadêmicos – MEA
Curso LETRAS da FFPP/ UPE
Dias 12 a 13 de dezembro 2005

Caderno de resumos. – O desempenho Cognitivo e a aprendizagem dos alunos do ensino fundamental da escola São Domingo Sávio – Projeto Contação de Histórias para formação do leitor.

4.0 SERVIÇO VOLUNTÁRIO

No ano de 2005 prestamos serviço voluntário na instituição PETRAPE, dando reforço escolar para os internos.

Introdução

Doc 02

INTRODUÇÃO


Ao iniciar o Gestar, logo percebi a grande oportunidade de crescimento profissional, pois ele veio preencher uma lacuna que tanto me angustiou nos anos de universidade. Lá vimos bastante o que não devíamos fazer. Não estou com isso dizendo que o meu curso superior tenha sido ruim, os conhecimentos teóricos adquiridos na universidade são de primordial importância para a efetiva profissionalização.

Mas, e o fazer em sala de aula? Ficaríamos à mercê dos livros didáticos? Como construir uma seqüência didática que atendesse aos objetivos traçados para determinada série? Com certeza pesquisaria, conversaria com os colegas mais experientes e no “tranco” iria adquirir esta competência.

Já com o Gestar, estou somando meus conhecimentos acadêmicos a uma prática concreta, onde o ensino-aprendizagem é vivenciado na sala de aula com muito mais segurança e percebo que meus objetivos enquanto profissional serão atingidos em menor tempo possível.


“Mestre não é quem sempre ensina, mas quem de repente aprende”
João Guimarães Rosa.

Cursista
Lúcia Maria Ribeiro

Texto aluno



O Homem sem sorte-texto de Aluno-Prof. Lúcia Maria Ribeiro


texto de Aluno



Lúcia Maria Ribeiro

Relatório da Primeira Oficina do Gestar II

RELATÓRIO DA PRIMEIRA OFICINA DO GESTAR-II

Este relatório é um apanhado geral das atividades desenvolvidas na 1a. Oficina do Gestar II, aplicada na 8ª. Série “A”(9º. Ano), turno da manhã, da Escola EMAAF. Teve como orientadora Maria Rivaldizia e cursista Lúcia Maria Ribeiro.
(Obs.: O primeiro trabalho foi realizado com o texto fábula, mas resolvi relatar esta outra experiência com os gêneros textuais ).
O objetivo da mesma foi o reconhecimento por parte dos alunos dos gêneros textuais comuns ao seu cotidiano, como o diário e propaganda.
A oficina foi realizada em 05 aulas contadas a partir da produção até a discussão temática e conclusão.
Apresentei a eles os dois textos e solicitei que fizessem uma leitura minuciosa, observando todos os detalhes respondendo em seguida às questões propostas.
Após conclusão desta primeira etapa, pedi que trocassem a atividades com o colega mais próximo e efetuamos a correção.
Mesmo a classe tendo 38 alunos, escolhi apenas 03 produções para apresentar, mas foram analisadas todas. A seguir o relato das experiências.
Texto I
Aluna A:
>Reconheceu o texto I como diário, principalmente pela finalidade com que foi escrito, observou também o texto escrito em primeira pessoa, característico desse tipo de narrativa.
>Fez uma boa interpretação do mesmo denotando uma interação completa com o autor.
Aluno B:
>Reconheceu como diário e justificou vagamente, presumivelmente tenha chegado a esta conclusão pelo formato e uso.
>Quanto à interpretação, apesar de um pouco lacônico, demonstrou uma boa interpretação do mesmo.
Aluna C:
>Reconheceu o texto como diário dizendo que é nele que as pessoas fazem suas confidências. Completou esta definição fazendo uma excelente interpretação do texto, dando a entender que mesmo não definindo claramente as características do mesmo conseguiu entendê-lo.
Texto II
Aluna A:
>reconheceu o texto como propaganda pela imagem e o Slogan. Fez uma boa descrição da imagem e entendeu a que patrimônio trata a propaganda, não conseguindo apenas perceber a novidade no emprego do verbo no imperativo da propaganda.
Aluno B:
>Reconheceu o texto como propaganda dizendo “Ser uma orientação a sociedade” e também pelo Slogan. Descrição sucinta, porém correta da imagem. No geral demonstrou que compreendeu bem o texto e para quê se destina.
Aluna C:
>Reconheceu o texto como propaganda pela imagem e as logomarcas dos patrocinadores. Também não conseguiu perceber nada de novo no uso do verbo no imperativo nesta propaganda, mas fez uma ótima interpretação do texto em geral.
Análise:
No texto I Considerável número de alunos identificou como sendo parte de um diário, questionados como chegaram a esta conclusão, disseram que a organização textual com discurso direto, característico deste tipo de narrativa e principalmente pelo registro de fatos e impressões de um determinado personagem narrado por ele mesmo.
No texto II Foram unânimes em reconhecer o texto como propaganda, não tiveram dificuldade em descrever a imagem.
Considerações finais.
Percebi, não apenas nesta amostra como em toda a turma, que mesmo não definindo as características do texto diário, eles reconheceram a finalidade de uso. O mesmo aconteceu com o texto II. Todos reconheceram, mesmo não definindo por que o fazem. Fizeram também uma boa interpretação da imagem e do texto em geral. Mesmo demonstrando pouco conhecimento do que seja “ turismo sexual”, viram na propaganda a necessidade de proteger os inocentes e vulneráveis, como as crianças e os adolescentes.
Concluo como produtiva a oficina e seus objetivos foram atingidos por uma parcela considerável de alunos.

Petrolina (07.04.2009).


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Lúcia Maria Ribeiro

Aula 1 Reconhecendo Gêneros textuais(A) Lúcia Maria Ribeiro





Aula 1 Reconhecendo Gêneros textuais(B) Lúcia Maria Ribeiro





Aula 1 Reconhecendo gêneros textuais (C) Lúcia Maria Ribeiro





quarta-feira, 22 de abril de 2009

MEMORIAL - Nazarete Mariano

MEMORIAL
Cursista: Nazarete Andrade Mariano

Eu, Nazarete Andrade Mariano, abordarei um pouco da minha vida acadêmica para que as pessoas vejam a minha trajetória até chegar a função de professora de Língua Portuguesa.
Fui uma aluna de escola pública, com orgulho, estudei o 1º grau na Escola Estadual Adelina Almeida, após concluí-lo, iniciei o curso técnico de química na escola técnica, atual CEFEP, fiquei até o sexto período, mas me identifiquei com o curso e acabei desistindo, ao sair da escola técnica resolvi fazer outro curso técnico, em contabilidade no Colégio Estadual Otacilio Nunes de Souza, quando estava no segundo ano ingressei em estagio na área contábil por um período de três meses, acabei sendo contratado e fiquei nessa empresa por 8 anos, lá adquirir muitas experiências na área contábil, financeiro e de exportação, até tudo bem, não tinha a pretensão de ser professora, até porque estava totalmente envolvida pelos setores coorporativos e burocráticos.
Resolvi, durante esse período, iniciar uma faculdade, então fiz vestibular para Ciências Contábeis e Letras na UPE, acabei optando por Letras, primeiro pelo valor da mensalidade e segundo Letras era no horário da noite, mas foi uma decisão difícil de tomar, queria fazer os dois pois, de um lado eu tinha o gosto pela leitura e gostava de escrever, por outro estava totalmente envolvida com os trabalhos relacionados ao setor contábil. Então deixei de lado o curso de contabilidade e seguir os estudos na área de Letras.
E assim, fui cursando minha faculdade, trabalhando no financeiro- contábil durante o dia e estudando Letras Português- Inglês à noite, nesse ínterim iniciei um curso de inglês na Cultura Inglesa para aprimorar meus estudos em inglês e talvez seguir com os trabalhos na área de exportação que exigia, em algumas situações, a fluência do Inglês.

Fiz os estágios solicitados pela faculdade, mas não estava envolvida com a sala de aula, às vezes ministrava aulas de cursinho pré-vestibular, mas nos finais de semanas, porém às vezes sentia-me angustiada, gostava do curso mas, também gostava do que fazia, e assim ia levando os dois, com tempo a empresa começou a cobrar um faculdade na área de contabilidade, pois alegavam que eu tinha um perfil para seguir aquela área, então no último estagio da faculdade resolvi pedir demissão do emprego e tentar ir para sala de aula, concluir o estágio e novas propostas de trabalhos em cursinhos surgiam, mas não dava para pagar minhas despesas.
Em 2004 conclui o curso de letras, mesmo ano que pedir demissão, no final do referido ano iniciei minha Pós – Graduação em Metodologia do Ensino da Língua Portuguesa e suas Literaturas, nessa época eu estava envolvida pela minha profissão de formação acadêmica, mas também prestava serviço para as empresas agrícolas.
De 2005 em diante comecei a trabalhar nas escolas particulares e em outro horário prestava serviço em empresa agrícola e assim fui desenvolvendo minhas habilidades na docência. No mesmo ano fiz os dois concursos para professores, estado da Bahia e Pernambuco, passei nos dois mas, como ainda não tinha concluído a pós minha colocação ficou bastante aquém do esperado.
Em 2006 recebi um convite para ministrar aula em um curso de Pedagogia, nos finais de semanas no qual ministro aulas até o presente momento. Em 2007 saiu o edital para assumir o concurso de educação da Bahia, com isso abandonei totalmente os trabalhos na área contábil – financeira e assumi a sala de aula de uma vez por todas.
Somente em fevereiro de 2008 que assumi as aulas do estado de Pernambuco no qual estou locada na Escola Poeta Raulino Sampaio, trabalhar nessa escola ao mesmo tempo em que é um desafio é também um prazer, pois a carência do alunado faz com que o professor se dedique cada vez mais e conseqüentemente cria-se laços afetivos.
Sei que tenho muito a seguir no caminho das letras, mas quando se dedica em uma profissão, com seriedade, compromisso e prazer tudo fica mais fácil, não importa se tenha 2 ou 20 anos de docência o que realmente importa é o compromisso e a vontade de fazer o melhor, assim conquistaremos nossos objetivos.
Tenho a pretensão para 2010 iniciar meu mestrado área de Linguística pois acredito que é com estudo que poderemos influenciar nos resultados da nossa sociedade. Mesmo com tantas dificuldades que existe nessa profissão é preciso buscar sempre e acreditar que o amanhã será sempre melhor, profissão essa que me escolheu e me conquistou de tal forma que não tenho a intenção de mudar de área mais uma vez, quero sim continuar me dedicando e estudando na busca de novas realizações.

RESULTADOS DAS OFCINAS 01 - Nazarete Mariano





Foram no total de 15 dias para desenvolver todas as atividades programadas para esta oficina. Achei conveniente fazer várias etapas em uma só oficina para que os alunos entendessem que um só texto, contemplava diversos aspectos lingüísticos, para que no final os mesmos pudessem identificar um gênero e perceber a tipologia predominante naquele gênero.
A primeira etapa foi muito bem aceita, os grupos se formaram de maneira espontânea, cada equipe abriu seu envelope e pegaram uma folha de oficio para anotar as etapas a serem executadas. E assim eles deram inicio a seleção dos textos, de um lado da folha eles anotaram os literários e do outro os não – literários.

Os grupos se envolveram muito na primeira etapa, discutiam sobre os textos, questionavam tentando tirar as dúvidas que surgiam no decorrer da análise.

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Desenvolver essa oficina serve para fomentar a minha prática em sala de aula, bem como validar o trabalho a partir dos textos, pois além de estimular o aluno à leitura, também comprova o prazer de desenvolver as dimensões cognitivas, afetiva e social do educando. O que se percebeu nessa primeira etapa da atividade foi a relação existentes entre os alunos, os trabalhos coletivos e a proximidade entre eles, concentrados no que estavam fazendo.
Nas duas primeiras aulas os grupos selecionaram os textos literários e não – literários, nas aulas seguintes os alunos analisaram o conteúdo temático, alguns grupos foram mais rápidos que outros.

Dando continuidade as etapas, os grupos se depararam com as finalidades e sentiram bastante dificuldade de encontrá-las nos diversos textos. Mas aos poucos foram identificando a finalidade de cada texto.

Algo bastante interessante foram as análises dos gêneros textuais, nessa etapa os grupos não tiveram dificuldades de selecionar e classificar os textos, intuitivamente identificavam os diversos gêneros textuais.

Após a seleção e classificação dos gêneros textuais, deram inicio a tipologia existente em cada texto, foi necessário uma explicação mais detalhada sobre a diferença de gênero e tipologia ( tipologias narrativas, descritivas e argumentativa).


Nesse ínterim, foi elaborada a produção do poema sobre a família, na qual estava planejada para a 1ª unidade, houve portanto, uma junção entre o trabalho sobre os gêneros e a produção da poesia.
Os alunos produziram um poema a partir poemas sobre a família existentes dentro de cada envelope. Marcamos a data para recital da poesia de autoria dos próprios alunos, bem como a apresentação dos resultados dos trabalhos sobre gêneros textuais.
No dia do 02 de abril de 2009, foi feito um recital e ao mesmo tempo as apresentações sobre os gêneros ( lembrando que o restante do grupo foi feito no dia seguinte)./AAAAAAAAABQ/3NWzyq5OZYA/s1600-h/ANALISE+DE+TEXTOS.JPG">

CONSIDERAÇÕES REFLEXIVAS


Com as céleres mudanças existentes no século XXI, exigem dos cidadãos e futuros cidadãos novas idéias ou idéias renovadas para que possam atuar na sociedade, para isso faz –se necessário não apenas a leitura da palavra ou do texto mas, fazer dessa leitura a algo que preceda a leitura do mundo, levando ao educando identificar o sentido no ato de ler e, que este seja o objeto da escrita.
Urge com isso um repensar das práxis educacionais, tendo no texto uma ferramenta primordial para o desenvolvimento do saber, pois a leitura perpassa a individualidade e atinge a coletividade, afetando a interação entre os sujeitos envolvidos nos processos de ensino e aprendizagem, obtendo, com isso, a efetivação do saber de forma prazerosa e consciente.
Ao fazer estas oficinas envolvendo os textos literários e não – literários, bem como analisando e classificando os diversos gêneros textuais, com os inter-textos, foi pertinente para perceber que é uma necessidade real trabalhar a partir dos gêneros textuais que circulam na sociedade, fazendo com que os alunos identifiquem a importância desses textos no dia – a – dia, diante disso, promover a aprendizagem significativa para que possam aplicá-la na dialética realidade.
Vale lembrar, porém, que o trabalho com os gêneros textuais não são mais fenômenos inusitados, mas algo que deve ser comum nas práticas interdisciplianres da sala de aula, pois apresentam como predicativos das interpretações e das ações humanas, não sendo, entretanto, elementos estanques dessas ações. Segundo Marcuschi, (2002) “ Os gêneros textuais contribuem para ordenar e estabilizar as atividades comunicativas do dia – a – dia.
Que as escolas públicas criem, a partir do Gestar II, práxis de desenvolver cada vez mais a construção do conhecimento a partir dos gêneros textuais, fazendo análise critica e reflexiva, para que os alunos desenvolvam habilidades para atuarem diversos segmentos sociais.




Nazarete Andrade Mariano
Profª de língua Portuguesa
Escola Poeta Raulino Sampaio

terça-feira, 21 de abril de 2009

A PSICANÁLISE DOS CONTOS DE FADAS

A PSICANÁLISE DOS CONTOS DE FADAS/ Bettelheim, Bruno; Tradução de Arlete Caetano, Rio de Janeiro. 6ª. Ed. Paz e Terra, 1980.
Resenhado por Nazarete Andrade Mariano – Profª de Língua Portuguesa da Escola Poeta Raulino Sampaio.

As estórias contadas ou narradas através dos contos de fadas, permeiam os arredores da nossa infância, com lembranças deliciosas dessas leituras que foram feitas nessa fase da vida. Ao ler trecho da obra “ A psicanálise dos contos de fadas” de Bruno Bettelheim, o leitor se depara com a necessidade que as pessoas tem de encontrar os significados e seus significantes para si e para vida, talvez entender e buscar explicações para o grande universo infantil, ora real, oral imaginário e mágico.
Nessa perspectiva, Bettelheim leva-nos a refletir de que “muitos perderam o desejo de viver, e pararam de tentá-lo, porque tal significado escapou”. Afirmando também que é preciso construir a maturidade psicológica. Com isso, leva as pessoas a contemplar quais os conhecimentos vividos pelas crianças que são pertinentes à promoção de suas habilidades para encontrar o sentido do viver.
O autor faz um gancho entre o agora e o antes afirmando: “ Hoje, como no passado, a tarefa mais importante e também mais difícil na criação de uma criança é ajudá-la a encontrar significado na vida”. Percebe-se o quão é importante a presença da família a cada passo que a criança dá em busca de novos significados, não só para os contos de fadas, mas para vida.
Levando em consideração, que a arte de educar perpassa o seio familiar, percebe-se que a maioria os materiais “ didáticos” e “ paradidaticos” , não trata dos significados para o mundo da criança leitora, não atribuem sentidos concretos para essa fase da vida, fazendo com que a criança não se envolvam com a leitura, consequentemente com os textos, pois a mesma não vê sentido concreto para tal. Assim o ato de ler resume na decodificação.
O autor aborda ainda, que uma estória realmente prenda a atenção da criança, deve entretê-la e despertar sua curiosidade. Mas para enriquecer sua vida, deve “estimular-lhe a imaginação”. Para que se tenha uma estória que desperte a curiosidade da criança, é preciso que aguce seu imaginário. Temos nos contos de fadas uma boa parcela de contribuição para esse aguçar das crianças, fazendo com que a povoe sua imaginação, se misturando com as personagens da literatura.
Sabe-se, e o autor ressalta bem isso, que os contos de fadas tratam de problemas universais, trazendo situações que indicam as necessidades de vencer as dificuldades e conquistar o que se deseja. Contrapondo a essa idéia de obstáculo e tendo a vitória no final, Bettelheim acrescenta há “ estórias fora de perigo, não descrevem a norte, envelhecimento, nem o desejo pela vida divina. Mas, por outro lado, há contos que estabelece a relação entre o bem e o mal, criando situações dualísticas em que sempre questiona-se a moralidade, em que a virtude deve vencer no final na figura de herói. Herói esse que atrai a criança.
Outro ponto pertinente, que o autor nos faz refletir, é que a personagem é boa ou é má, deixando bem claro para criança quem tem virtudes moral de quem não as tem. Com isso a criança vai relacionando as características e atribuindo significados para cada personagens existente nos contos, bem como para a vida.
A não ambivalência faz com a criança escolha seus modelos decidindo com qual quer se parecer. É importante que a criança leia o conto para criar seus significados e atribua-lhe nas suas experiências de vida.
Isto é, os contos não só auxiliam a criança a lidar com o presente, mas ainda a preparam para o que está por vir, a futura separação de seu mundo familiar e a entrada no universo dos adultos, como cita Bettelheim “...Os contos de fadas enriquecem a vida da criança e dão-lhes umas dimensões encantadas , exatamente porque ela não sabe absolutamente como as estórias puseram a funcionar seu encantamento sobre ela.”







PETROLINA
2009

FORMAÇÃO CONTINUADA SEM TESÃO NAO HÁ SOLUÇÃO

FORMAÇÃO CONTINUADA: SEM TESÃO NÃO HÁ SOLUÇÃO

Concordo com Roberto Freire: sem tesão não há solução. Segundo ele, o tesão é a capacidade de manter-se entusiasmado, ligado, aceso, ardente. Ouso parafrasear o terapeuta para falar sobre formação continuada porque acho que o tesão é a chama que deve nos manter ligados durante toda a nossa vida de professor. É importante lembrar que não dá para fingir tesão ! Não para alguém experiente e observador! Não para você! Ou seja, não adianta participar de um curso de formação em serviço só fazendo de conta que está absorvendo algo. O maior enganado é você! E eu pergunto: se você é capaz de ludibriar a si mesmo, imagine o que não faz com a confiança que seus alunos, por exemplo, depositam em você.

O que fazer para manter o tesão? Sei não! Mas o caminho deve passar por olhar as coisas sempre a partir de uma nova forma de pensar, desejar caminhar descobrindo, querer dividir o que tem/sabe/é com qualidade e consistência.

Acho que é a maior sacada investir em formação continuada. E não estou falando só no empregador, estou me referindo a pessoas que resolvem investir em si mesmas e viver sempre em processo de aprendizagem. Até porque ela está relacionada a constante busca por mudança, melhoria, criar algo novo, exercitar a intuição, a imaginação, repensar as decisões e, sobretudo, transformar as ilusões em ações. É possível, sim, manter-se ligado, aceso, ardente, em tesão constante e continuar aprendendo. O gestar está aí como mais uma evidência disso. É claro que a formação continuada ou o gestar não garantem que a educação vai dar o salto que queremos e que buscamos, mas tampouco sem eles chegaremos lá.

(Em tempo: precisamos também manter o tesão de amar, sonhar, viver, querer sexo, ser amigo, ser professor, e ser feliz. Dê vazão a seu tesão e seja feliz!)

DIZA