sábado, 22 de agosto de 2009

OFICINA APLICADA POR FÁBIO

GÊNEROS TEXTUAIS E SEQUENCIAS TIPOLÓGICAS: GRATA SURPRESA

A partir das idéias e reflexões propostas no TP 3 sobre gêneros e tipos textuais, é possível compreender que as palavras e estruturas sintáticas se organizam de maneira estruturada para construir textos dos diversos gêneros e que a esse mecanismo chamamos sequências tipológicas.


Assim, com o objetivo de levar meus alunos a fazer a distinção entre tipo e gênero textual e, ainda, utilizar estratégias textuais adequadas para produzir variados gêneros, propus as seguintes atividades à minha turma de 7ª série:

No primeiro momento, e com o objetivo de possibilitar ao aluno inferir, pelos significados das palavras, o que são tipos textuais e sua classificação, a atividade proposta na aula 1 da unidade 11 do AAA3 (com algumas adaptações) foi aplicada. Cada dupla de alunos recebeu o seguinte exercício:
______________________________________________________________________________________
FAMÍLIA DE UMA PALAVRA É PARECIDA COM A NOSSA FAMÍLIA. SÃO DA MESMA FAMÍLIA PALAVRAS QUE TÊM A MESMA ORIGEM, CUJO SIGNIFICADO TEM RELAÇÃO.
OBSERVE AS PALAVRAS ABAIXO e responda ao que se pede em seguida:
NARRAÇÃO - DESCRIÇÃO - DISSERTAÇÃO - INJUNÇÃO - PREDIÇÃO
A) Qual ou quais dessas palavras vocês não conhecem? Qual ou quais vocês nunca usaram?
B) Mesmo sem conhecer algumas delas, procurem indicar ou inventar, para cada uma delas, uma família. Preencham o quadro a seguir com os “membros” dessa família, ou seja, escrevam palavras que se relacionem às primeiras de alguma maneira.

Verbo
Substantivo
Adjetivo
Advérbio

Narração

Descrição

Dissertação

Predição

Injunção


(Vale salientar que, para que os alunos pudessem preencher corretamente as colunas, fiz uma rápida revisão sobre as classes de palavras.)
C) Agora, vão ao dicionário e vejam não só o significado das palavras, mas os membros da família que lá estão apresentados. Nesse momento eles puderam perceber que em alguns dicionários não era comum a palavra injunção. Assim, pedi a um dos alunos que lesse o significado constante em determinado dicionário e esclareci as dúvidas remanescentes.
D) Pois bem, depois desses estudos dos verbetes, vamos ao nosso assunto específico: os tipos de textos de que são formados os gêneros textuais. Agora, de acordo com o que vocês já sabem e os significados informados pelo dicionário, classifiquem as passagens abaixo em narrativas, descritivas, dissertativas, injuntivas e preditivas.
1. O serviço de meteorologia informa: nos próximos dias, tempo chuvoso e calor em quase toda a região sul.
2. A menina aparentava dez anos e tinha os olhos assustados.
3. As cartas mostram a chegada de um moço alto, louro, num carro moderno.
4. Serafim saiu subitamente do quaro, atravessou o corredor e declarou já na sala: - não aceito a proposta.
5. O elefante é o bicho de mais sorte que conheço. Já nasceu com canudinho de tomas refresco., o elefante não é caminhão, mas de vez em quando dão uma trombada.
6. Não deixem de ver a última aventura do 007.
7. Noite de festa. Todo mundo alegre e vestido a rigor.
8. Essa solução é impossível, uma vez que todos há se posicionaram contra ela.
9. Há duas passagens preditivas, na atividade anterior. Vocês vêem diferenças entre elas?
Durante a realização do exercício, os alunos tiveram uma certa dificuldade na distinção entre as sequencias tipológicas, pois são conceitos relativamente novos e pouco usados por eles. Em seguida, com a sala em círculo, todos escreveram sobre suas dificuldades e avanços de maneira resumida.
Em outro momento, apliquei a atividade sugerida na aula 8 da unidade 11 do AAA 3, cujo objetivo é auxiliar os alunos no reconhecimento de sequências tipológicas existentes no texto.
Durante o trabalho, os alunos tiveram poucas dificuldades na identificação dos tipos. Na discussão que se seguiu cada dupla expôs sua conclusão sobre os tipos presentes no conto lido.
Para concluir o trabalho, propus que cada dupla escolhesse um texto com imagem ou somente a imagem com o objetivo de produzir um texto no qual estivesse presente as diversas sequências tipológicas( dando preferência a uma delas), seguindo o que está proposto no avançando na prática da pagina 124 do TP 3.
As produções foram excelentes. Os alunos conseguiram realizá-las superando minhas expectativas iniciais. Suas dificuldades foram superadas e os objetivos alcançados.
Observem algumas delas:


Aqui, a partir de uma propaganda, os alunos produziram um texto no qual predominou a narração. Eles contaram como foi o lançamento de um carro na cidade.






No texto "Encontro de motoqueiros" predominou a descrição. Os alunos partiram de uma imagem bem sugestiva e de um evento ocorrido na cidade há pouco tempo.

















"Protesto no trânsito" foi o texto em que os alunos evidenciaram que sabem reconhecer momentos em que as pessoas estao defendendo opiniões e fazendo valer seus direitos.










Ao descrever o homem da imagem como sendo Seu João, os alunos defenderam a tese de que uma pessoa com as características evidenciadas na imagem só pode ser um trabalhador honesto, forte e lutador.

domingo, 2 de agosto de 2009

MEMORIAL DE EDIVÂNGELA


GESTAR II – PORTUGUÊS


EDIVÂNGELA FERREIRA DE SOUZA RODRIGUES
Filha de uma mulher guerreira que lutou para superar os obstáculos de uma época onda a educação não era considerada prioridade. Essa mulher, minha mãe Luiza, tornou-se professora leiga e iniciou suas atividades docentes em nossa própria casa. Naqueles dias não existiam muitas creches, escolas infantis, hoteizinhos, nem tão pouco cursinhos com aulas de reforço ou isoladas. Não sei como conseguiu avançar tanto! Sei apenas que apesar de muito difícil, fez uma parceria com a prefeitura e dava aulas para turmas multisseriadas com alfabetização de crianças, jovens e adultos em uma sala ampla em nossa residência. É interessante dizer que os alunos recebiam a merenda escolar cedida pelo município. Cabe ressaltar que essa prática era muito comum para os distritos, agrovilas e ou cidades que não tinham estruturas com prédio escolar. Nesse caso, o fato espetacular reside na questão de morarmos praticamente no centro da cidade de Juazeiro-BA. Quero resumir esse parágrafo elogiando minha mãe por ser uma grande empreendedora (penso que foi uma das pioneiras em matéria de escolas – hoje é um sucesso nacional) e, por nos permitir nascer em um lar cuja educação era e continua sendo o alvo.

Nesse universo fui criada e educada, passando a ser auxiliar de professora desde os seis anos de idade, visto que já sabia ler e escrever muita coisa. “Filha de professora tinha que ser exemplo” dizia sempre toda orgulhosa. Com anos de carreira no “magistério”, aos doze anos eu já tinha minhas turmas formadas e tratava de alfabetização de adultos. O método era o mais tradicional e símples possível. Garanto a vocês: dava certo e todos aprendiam a ler e escrever o básico. Recordo-me que usamos a cartilha do ABC que trazia alfabeto, consoantes, vogais, padrões silábicos simples, travados, complexos e findava com formação de palavras. Usamos também o ABC luxuoso dos animais e das aves. Eram lindos e coloridos com gravuras que nos deixavam encantados. A de águia, B de borboleta... Z de zebra. Outro encanto era a Cartilha do Povo. Trazia textos com exploração de palavras e padrões silábicos e, sobretudo, lições de vida. Lembro-me perfeitamente a história de Frederico o preguiçoso que peregrinou à procura de alguém para desfrutar do tempo roubado dos estudos para brincar, mas nem as formigas pararam de trabalhar para fazer-lhe companhia, visto que tinha “filado” as aulas. A tabuada era o forte do momento e apesar de nunca ter levado nenhum bolo, para minha vergonha hoje, admito que incentivei muitos alunos para que estudassem a fim de não levar bolos com a palmatória dos coleguinhas de sala. Não tive culpa desse processo. Fui professora mirim (status) e apenas reproduzi o sistema. Uma coisa é certa: “por medo de apanhar, passar constrangimento ou vergonha, decorando ou não, o povo sabia a tabuada”.

Por volta dos 14, 15 anos, comecei a sonhar em ser advogada ou psicóloga, mas como não existiam estes cursos na região, optei por fazer o magistério e em seguida por pedagogia (turma pioneira da FFPP). Sem frustração alguma, embarquei nessa viagem dos nobres e cultos pedagogos. Ao iniciar minha carreira propriamente dita, passei por situações excessivamente delicadas e contraditórias às orientações dos teóricos.

Ao ser convocada pelo estado de Pernambuco, tive que assumir as primeiras turmas no Projeto Caraíbas na Agrovila 12 em Santa Maria da Boa vista. Algo SURREAL – classes multisseriadas e turmas de EJA. Consegue imaginar a professora com 18 anos dando aula para cerca de 40 alunos à noite, todos adultos ou jovens com mais idade que a professora? Confesso que minha sorte foi em primeira ordem, a escola da vida que aprendi dentro de casa com o exemplo de minha mãe, em segunda, a novela da Rede Globo que passava a história da professorinha e o Sassamutema (o Salvador da Pátria), que trazia lições de cidadania, respeito às diferenças e manutenção da identidade do indivíduo para não se deixar levar pelo conformismo, pelo paternalismo e outros ismos da vida. Mas o advento do grande Paulo Freire foi um marco para minha trajetória. Fiz muito pelo social daquele povo que aprendi a amar, valorizar, respeitar e a crescer junto.

Um nome bem conhecido na época era o do radialista Guanay Atanásio que tinha um programa famoso “meloso/dramático” que lia cartas de amor daquelas do tipo: ...vivíamos um pra o outro até que... Lágrimas, sangue, traições, mortes, reencontros. Foi um “melô” que me ajudou a definir a metodologia de trabalho. Todos queriam aprender a ler e escrever apenas para fazer as suas catinhas e enviar para o Guanay Atanásio. Que sorte a minha! Tratei de trabalhar, assim como Paulo Freire, em vez de TI-JO-LO! GUANAY! Foi um sucesso. Eu era a professora, a amiga e também o pombo-correio. Em parceria com minha colega de casa (morávamos na agrovila 12) consegui levar o grande locutor, radialista e preparador técnico do Petrolina para uma partida de futebol de campo com os moradores das 42 agrovilas. Nada menos que Guanay e seu famoso time, cerca de trinta e cinco homens, foram jogar na nossa agrovila contra o time formado pelos moradores das 42 vilas de reassentados no Projeto Caraíbas. Foi algo de novo SURREAL. Imaginam que não dava para contar o número de carros, caminhões e pipas, carroças, cavalos, motos e bicicletas que lotaram a nossa pequena vila pra o grande jogo! O sonho do povo estava realizado. As cartas? Continuaram sendo escritas, idas e ouvidas com lágrimas ou sorrisos, mas depois do jogo amistoso tudo ficou mais real para eles.

Pena que toda essa festa teve que acabar. Nesse período eu já era estudante de pedagogia e não poderia continuar morando distante da FFPP e tive que apelar por uma remoção. “Coisa” que consegui em poucos meses graças a Deus e à ajuda de um grande político da Bahia. Depois disso, passei pelo Projeto Bebedouro e pelo Projeto Nilo Coelho, C-3. Finalmente saí da zona rural e confesso que foi um salto para o futuro. Já formada em pedagogia com habilitação em Administração e Supervisão Escolar, recebi convite para ser gestora da Escola Dom Malan. Ao término do mandato, mesmo recebendo convite do grupo de oposição para continuar na direção ou compondo a equipe gestora, preferi assumir sala de aula e coordenação do laboratório de informática. Fui encorajada a fazer seleção para Educador de Apoio e há sete anos desenvolvo a função com bastante garra e determinação.

Procuro sempre fazer o melhor, embora saiba muito pouco sobre tudo, inclusive sobre a Língua portuguesa. Importa dizer que sou profissional feliz e que sonha em fazer o mestrado, cultivar amizades e aprender a nossa língua. Estou há vinte anos fazendo parte da educação em Pernambuco e continuo apaixonada pelo que faço, pois acredito ser bom para a humanidade.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Oficina V – Unidade 16

Relatório de atividades desenvolvidas

Nesta unidade, as atividades foram selecionadas de modo a estimular uma reflexão sobre a comunicação escrita como um trabalho processual baseado na aquisição de novos conhecimentos e na troca de informação nas diversas situações sociocomunicativas da vida diária.


 

De acordo com o tema geral: A produção textual _ Crenças, teorias e fazeres, foi necessário fazer algumas adaptações das atividades contidas nas seções 2 e 3.Para tanto, a primeira medida tomada foi alterar o tema textual do Avançando na prática, focalizando os principais pontos turísticos de Petrolina.


 

Assim, a apresentação foi montada em forma de slides e intitulada de City Tour como forma de convite a fazer uma breve viagem por pontos freqüentados por todos, mas não apreciados da forma como deveriam.


 

Durante a pesquisa de imagens percebi a carência de fotos na internet desses lugares, mas selecionei as melhores, e foi bem interessante alguns comentários, pois havia imagens que só era possível identificar o local porque eu estava relatando como as localizei na internet, deixando-os surpresos com a precariedade de informações e fotografias contidas na rede sobre a cidade de Petrolina.


 

Passado este primeiro momento, os alunos observaram a hierarquização das dimensões dos gêneros, ponto fundamental no momento de produção, e acompanharam a atividade de um quadro expositor confrontando duas situações diferentes, mas mantendo o mesmo formato do documento_ cartão-postal, a diferença estava nos destinatários, um era amigo e o outro o chefe.

Este momento foi importante para eles perceberem as peculiaridades comuns de cada modelo.


 

Passada esta fase, os alunos simularam uma situação comunicativa, na deveriam enviar um cartão-postal para um amigo ou parente, e outro para o chefe, pois teriam que agir como um funcionário em serviço relatando as belezas de Petrolina, é importante ressaltar que esta fase foi individual. Logo após a escrita, as produções textuais foram socializadas e muitas gargalhadas foram dadas, pois foi interessante ouvir a criatividade dos alunos, muitas vezes deixadas de lado, já que é comum levarmos exemplos prontos subestimando o poder de criação dos mesmos, esta etapa comprovou como é importante valorizar o que eles produzem, pois é comum este momento ser bem restrito apenas à leitura do professor.


 

Na aula seguinte(a noite), a turma foi dividida em grupos e os alunos elegeram e adaptaram o melhor texto do grupo a ser reproduzido num cartão-postal gigante para ser exposto no colégio como forma de incentivo a visitação bem como proporcionar informação. Este momento foi marcante porque os alunos se dispuseram a ir ao colégio em outro horário para finalizar o trabalho no tempo previsto, demonstrando comprometimento.


 

No término da oficina todos entenderam a importância da leitura e da escrita como forma de registro para a perpetuação da memória cultural dos povos.


 


 

Cícera Patrícia Vasconcelos Rodrigues Bione


 



 


 

Visualização dos pontos turísticos de Petrolina_ City Tour


Produção individual dos cartões-postais


 


 


 


Confecção dos cartões-postais individuais


Escolha e adaptação do melhor texto para reprodução no cartão-postal gigante


 


Texto formal


Texto informal

sábado, 4 de julho de 2009

4ª oficina aplicada por ANTONIA

GESTAR II
LINGUA PORTUGUESA
ESCOLA PROFESSOR MANOEL XAVIER PAES BARRETO

Professora: Antonia Mª Reis de Macedo Menezes

ROTEIRO DE ATIVIDADE DO AA4, UNIDADE 14 – AULA 5:
O PROCESSO DE LEITURA


Relatório da Oficina


Foram utilizadas quatro aulas para desenvolver as atividades programadas, as mesmas eram referentes ao Processo de Leitura, com o objetivo de relacionar os objetivos de leitura aos diferentes textos.
No primeiro momento fiz, juntamente com os alunos, a leitura de dois textos diferentes: um bilhete familiar, no qual a filha manda um bilhete para o pai falando que estava com muita saudade e um verbete de dicionário com o significado da palavra saudade. Logo após a leitura, os alunos responderam algumas questões a respeito dos textos lidos, o que os levou a refletir sobre o objetivo da leitura de cada gênero. Logo após houve uma conversa informal sobre o imenso leque de textos que nós temos ao nosso redor e o porquê da leitura deles.
No segundo momento a sala se dividiu em duplas, formadas de maneira espontânea. Cada dupla recebeu alguns textos de gêneros diferentes, dentre eles: manual de instrução, propaganda, música, declaração, receita, conto, anúncio, horóscopo, poema, mensagem, história em quadrinhos, crônica, nota de agradecimento, convite, música infantil, para identificar o gênero textual e o objetivo da leitura.
Houve participação de todos, e observei que eles realmente discutiam entre si sobre a importância da leitura daquele determinado texto, não só para própria vida, mas para a vida de outras pessoas e da sociedade.
Finalmente houve a socialização das atividades;momento em que os alunos falaram sobre os seus textos, qual o objetivo da leitura de cada um, qual a sua importância para o nosso dia a dia. Eles perceberam que os objetivos são os mais diversos e que isso está relacionado à situação de produção.
O resultado foi belíssimo. Percebo que os alunos estao, a cada dia, mais empenhados em realizar as atividades que proponho a partir do programa Gestar; eles participam de forma efetiva com muita empolgação e responsabilidade. Como educadora, fico feliz e satisfeita com os resultados, uma vez que, vejo os objetivos meus e do programa sendo alcançados.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

1ª OFICINA APLICADA POR FÁBIO

A atividade foi realizada com os alunos da 7ª série A e teve como base as unidades 9 e 10 do TP 3.

PRIMEIRO MOMENTO
A biografia de Carlos Drummond de Andrade foi o ponto introdutório do trabalho.
Após a leitura do texto, procurei identificar com os alunos que informações estavam contidas no mesmo. Por exemplo: Onde Carlos Drummond nasceu? Em que ano ele nasceu? Em que se formou, trabalhou ? O que ele escreveu? Como era ele? Onde faleceu?
Em seguida, a partir de situações, as características do gênero textual ficaram evidentes, o que os levou a classificar o texto lido como biografia.
Em seguida, conversamos sobre a importância de registrar por escrito a história da vida de todas as pessoas, especialmente daquelas que têm um trabalho relevante perante a sociedade. Ao final da aula, pedi que cada aluno levasse no dia seguinte uma fotografia em que ele aparecesse sozinho.

SEGUNDO MOMENTO
Iniciei esta etapa conversando sobre a importância de cada pessoa para sua família e amigos e sobre a necessidade de se conhecer e deixar-se conhecer pelos outros, momento em que os alunos falaram sobre si, suas preferências, necessidades, fatos marcantes da vida, etc.
Expliquei, então, a atividade do dia: produzir uma autobiografia.
Eles deveriam colocar a foto trazida na parte superior da folha de ofício ou caderno – aqueles que não trouxeram, poderiam desenhar um autorretrato - e escrever sobre sua história de vida, em terceira pessoa. Para que não usassem a primeira do singular, uma aula de análise lingüística sobre o assunto foi necessária. Não foi fácil para eles assimilar a proposta e adotar outro ponto de vista ao falar sobre eles mesmos e isso os levou a atividade de releitura, auto-avaliação e reescrita, mas ao final do processo todos conseguiram.

RESULTADO
A atividade foi bastante proveitosa, e alguns alunos ficaram após o término da aula para concluí-la, sob a alegação de que não queriam deixar de fazer um texto no qual eles eram os protagonistas. Foi então que me dei conta de que, a maioria deles, mostrou uma grande satisfação ao produzir um texto que os tornou mais conhecidos diante de outras pessoas e até de si mesmos.
VEJAM ALGUMAS DAS EXCELENTES PRODUÇÕES:





Oficina aplicada usando o TP3

quarta-feira, 10 de junho de 2009

2ª OFICINA APLICADA POR ANTONIA





ADOOOOOOOOOOOOOOOORO ESSE PESSOAL !!
ESTAS FOTOS SÃO DA MINHA TURMA DURANTE O TRABALHO DESENVOLVIDO CONFORME DESCRITO A SEGUIR. VALE SALIENTAR QUE FOI UM DIA EM QUE SENTI, MAIS FORTEMENTE, A IMPORTÂNCIA DO GESTAR NA MINHA VIDA E NA APRENDIZAGEM DOS MEUS ALUNOS. O PROGRAMA NOS TORNA MELHORES E MAIS CAPAZES.

GESTAR II
LINGUA PORTUGUESA
ESCOLA PROFESSOR MANOEL XAVIER PAES BARRETO



• Professora: Antonia Mª Reis de Macedo Menezes
ROTEIRO DE ATIVIDADE DA SEÇÃO 01 UNIDADE 13– TP 4:
O LETRAMENTO

Foram utilizadas quatro aulas para desenvolver as atividades programadas, as mesmas eram referentes ao letramento, com o objetivo de refletir sobre os usos e as funções da escrita nas práticas do nosso cotidiano.
Inicialmente a sala se dividiu em quatro grupos, os mesmos se formaram de maneira espontânea.

No primeiro momento foi solicitado que cada grupo observasse o ambiente letrado, onde cada grupo iria escolher informações sobre cada local a ele designado: mensagens de caminhões, em outdoors, bares, ruas. Onde na sequência fariam cartazes usando esses achados.

No segundo momento, eles organizaram as mensagens encontradas, podemos citar como exemplos:
 Bares:
- Bebo pra ficar mal porque se fosse pra ficar bem tomava remédio;
- Não beba para esquecer a conta;
- Fiado só depois de100 anos acompanhado do tataravô.
- Schol desce redondo;
- Quem vende fiado perde o freguês e a mercadoria...

 Caminhões:
- Marido de mulher feia tem ódio de domingo a domingo;
- Mulher de amigo meu é igual à mulher feia;
- Mulher toda boa só a brasileira;
- Mulher feia é igual à ventania, quebra galho...

 Outdoors:
- Unimed sua saúde em boas mãos;
- Bad boy a marca do Brasil;
- Frevo o melhor refrigerante de Pernambuco;
- São João no Pernalonga a festa do ano...

 Ruas:
- Orgulho de ser nordestino;
- O Senhor é o meu pastor e nada me faltará;
- Silêncio! Bebê a bordo;
- A fé move montanhas....

No terceiro momento eles trouxeram o material para montar os cartazes: papel madeira, cartolina, hidrocor, lápis de cor, etc. E então produziram os mesmos, aconteceu a participação ativa de todos os componentes dos grupos.

No quarto momento os alunos fizeram a apresentação dos cartazes produzidos, socializando com os colegas as experiências e o que aprenderam com essa observação sobre o uso e a função da escrita nas práticas do nosso dia-a-dia.

Ao final houve a sistematização do conhecimento observado e discutido e uma apreciação dos cartazes que ficaram expostos em sala.
O resultado foi belíssimo, trabalhos bem organizados, criativos, os alunos realmente pesquisaram, se envolveram na atividade, e nós como educadores ficamos, felizes, satisfeitos com os resultados, uma vez que temos a oportunidade de descobrir talentos em sala de aula, como exemplos, alunos que desenham brilhantemente, é realmente gratificante.

terça-feira, 9 de junho de 2009

MEMORIAL DE FÁBIO

EU E MEU FILHO: QUINTA PAIXAO

Pernambucano de Petrolina. Nasci em 14 de agosto de 1972. Vivi nesta cidade até os doze anos quando fui morar com minha família na cidade baiana de Juazeiro. Foi na Bahia que minha identidade como pessoa começou a se formar. Desde cedo, senti-me obrigado a ajudar minha família trabalhando como vendedor ambulante. Meus pais sempre me incentivaram a estudar , apesar de não terem sequer concluído o Ensino Fundamental .

Meu primeiro contato com a leitura se deu de forma muito inesperada. Vendo meu irmão mais velho sempre lendo gibis, senti-me meio que impelido a também ler. Não consegui mais parar. Toda oportunidade que tinha estava sempre lendo. Este foi o primeiro passo para a paixão.

Quando cheguei à quinta série, entrei em contato com uma língua “esquisita” chamada Inglês. A principio achei engraçada. Depois, quis aprendê-la, entretanto, por ser muito pobre e minha família não ter como custear um desejo tão caro, meu pai comprou uma coleção “Curso Áudio- Prático de Inglês sem Professor”, de Antônio da Silva Duarte para possibilitar a realização de tal desejo. Empenhei-me bastante até atingir um nível de conhecimento médio nesta língua.Esta foi a segunda paixão.

No Ensino Médio mantive contato com a literatura. Li muitos romances mas elegi os de Machado de Assis como prediletos. Machado era um amigo desconhecido que sempre esclarecia minhas dúvidas sobre o romance e falava de outros autores como Shakespeare. Esta foi a terceira paixão.

Com o término do Ensino Médio e por não achar emprego na região, fui morar em Brasília. Porém, a saudade, proporcionada pela distância, foi muito forte e não fiquei por muito tempo no Planalto Central. Mas, estar em Brasília me pôs em contato com uma multiplicidade de culturas que muito contribuiu para o conhecimento do meu país.

Voltando a região decidi fazer Letras. O gosto pela literatura e o conhecimento de línguas foi determinante nesta escolha. Fiz várias substituições como professor de português e inglês antes de começar a trabalhar como efetivo em escolas particulares. Edson Ribeiro, Colégio Objetivo, Anglo e Sagres foram algumas destas escolas.

Hoje, trabalho como professor de Português na escola Wilma W. Cunha C. Amorim, N-5.
A vontade de estar sempre aprendendo foi sempre algo presente em minha vida. Surgiu, então, o Gestar II. Este Programa parecia ser apenas mais um dentre tantos outros. Felizmente não foi. Percebo claramente a presença de fundamentação teórica e a prática associadas, no Gestar. Suas propostas se coadunam perfeitamente com aquilo que deve ser o ensino em sala de aula. Sinto-me muito contente por ter a oportunidade de estar participando deste programa. Esta é a quarta paixão.