sexta-feira, 5 de junho de 2009

ESCOLA DOM ANTONIO CAMPELO APLICA OFICINAS DO GESTAR






AMPLIANDO O REPERTÓRIO DE LEITURA
As professoras Juliane Dias Maria Celma e Samira elaboraram a seguinte sequência didática e cada uma vivenciou-a em sua sala de aula. Os estudos realizados a partir da unidade 16 do TP4 serviu de base para o trabalho e o resultado foi a construção de um painel no qual os alunos realizaram análises de textos de diversos gêneros, bem como uma produção de texto individual.
Confiram:
OBJETIVO
 Refletir sobre a função sócio-comunicativa da leitura.
SEQUENCIA DIDÁTICA
 Construção , em parceira com os alunos, os envelopes da linguagem;
 Distribuição de textos de diversos gêneros nos envelopes;
 Formação de grupos com quatro/cinco componentes e entregar os envelopes contendo os textos;
 Análise dos textos;
 Preenchimento do quadro para reconhecimento do tipo de texto e suas principais características : gênero,função comunicativa, leitor destinatário, informação veiculada.
 Conversa sobre as atividades desenvolvidas;
 Produção de textos dos diversos gêneros observando a função sócio-comunicativa destes.

Por que meus alunos nao gostam de ler?? - Nao é elementar, meu caro professor

“Analfabeta não é a pessoa que não sabe ler.
É a pessoa que, sabendo ler, não gosta de ler.“
(Mário Quintana)

Risalva Nascimento. Sempre me reporto a ela quando penso e falo sobre o prazer de ler. Você deve estar se perguntando: “Mas, quem é ela? Deve ser alguma nova teórica da qual ainda não ouvi falar.” Eu respondo: não é nenhuma nova estudiosa sobre o assunto. É minha mãe. Minha referência quando o assunto é o prazer de ler porque foi com ela que senti os primeiros desejos e delícias da leitura. Ela, apesar de seus seis filhos e de todos os afazeres domésticos demandados especialmente por eles, lia sempre e muito. A maioria das minhas recordações de infância em que ela está, vejo-a com uma revista de fotonovelas, um romance Sabrina ou um de José de Alencar. Detalhe: ela só freqüentou a escola durante dois ou três anos, mas o prazer com que lia e se envolvia nas histórias era visível, quase palpável para mim. Especialmente contagiante, envolvente. Impossível ficar indiferente. Nem tentei.

Comecei assim a minha história de leitora. Durante a minha infância e adolescência, li praticamente de tudo, de Sabrina a Sidnei Sheldon, de Jorge Amado a Tex. (vai fingir que não conhece para não denunciar sua idade ?!! rs).

Quando iniciei meu trabalho como professora e as primeiras indagações sobre o fato de muitos dos meus alunos não gostarem de ler surgiram, pensei que partindo desse ponto, conseguiria, facilmente, encontrar as respostas (que todo professor de Português procura tão avidamente). Enganei-me, percebo agora. As coisas não são assim tão simples. As leituras que tenho feito e as situações pelas quais tenho passado (em uma conversa com alunos sobre o prazer de ler, um deles declarou: depois que eu passar em um concurso e estiver trabalhando em um órgão federal, a gente conversa sobre isso) me mostram que a questão é muito mais complexa e carece de muito mais reflexão e estudo.

Rubem Alves relaciona leitura e música e afirma que quando a mãe pega o nenezinho e o embala, cantando uma canção de ninar, este se tranquiliza e dorme mesmo nada sabendo sobre notas. Sendo assim, aprender a gostar de ler é possível e não passa, necessariamente, por dominar determinadas teorias. Segundo ele, tudo começa quando a criança fica fascinada com as coisas maravilhosas que moram dentro do livro. Não são as letras, as sílabas e as palavras que fascinam. É a estória. A aprendizagem da leitura começa antes da aprendizagem das letras: quando alguém lê e a criança escuta com prazer. “Erotizada“ pelas delícias da leitura ouvida, a criança se volta para aqueles sinais misteriosos chamados letras. Deseja decifrá-los, compreendê-los – porque eles são a chave que abre o mundo das delícias que moram no livro! Deseja autonomia: ser capaz de chegar ao prazer do texto sem precisar da mediação da pessoa que o está lendo.

Conforme Rubem, já na escola, as delícias do texto se encontram na fala do professor, que passa a ser o mediador que liga o aluno ao prazer do texto. Existe uma incompatibilidade total entre a experiência prazerosa de leitura e a experiência de ler a fim de responder questionários de interpretação e compreensão.

Por sua vez, Alberto Manguel, em "Uma história da leitura", faz um relato sobre sua experiência como leitor e cita a possibilidade de libertação que a leitura individual faculta ao leitor, que através dela pode encontrar os seus caminhos sem a necessidade de nenhum cicerone.

Agora, estudando o TP4 encontro Ângela Kleiman falando sobre o assunto e acendendo mais uma luz. Ela cita a falta de acesso, a formação precária dos professores, a falta de ambientes propícios à formação de leitores e os equívocos cometidos por estudantes e escolas ao confundirem a leitura com a decifração e cópia de letras a partir de regras memorizáveis.

De fato, os caminhos para despertar o prazer pela leitura em um mundo tão capitalista são muitos e o Gestar está contribuindo na minha busca por respostas. Continuarei lendo, refletindo, buscando, tentando contagiar meus alunos com o meu prazer de ler. Por enquanto, uma certeza: não é elementar. Não é simples encontrar respostas para a pergunta inicial. Enquanto isso, vou me deliciando ao observar, ao meu lado, um pai lendo “O Pequeno Príncipe” para seu filho que, quase cochilando, pergunta “pai, o que quer dizer `tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas´?” Vejo a mágica acontecendo novamente? É mais uma criança sendo cativada pelas delícias da leitura ?

RIVALDÍZIA NASCIMENTO
(FORMADORA DO GESTAR
EM PETROLINA - PE)

quarta-feira, 3 de junho de 2009

OFICINA APLICADA POR EVA COELHO

Relato de experiência


O avançando na prática do dia 16-04-09, foi realizado na sala de aula da 5ª séria A e B com produção de texto baseado em outro texto.
A fonte que utilizei na sala foi um texto visual, “texto dos operários”.
A atividade solicitada foi à seguinte:
Mostrei a imagem de um texto visual (Os operários) aos alunos e solicitei que eles analisassem a foto e comentassem o que eles tinham entendido.
Após os comentários pedi que produzissem um pequeno texto descrevendo a foto, todos os detalhes da imagem.
Depois que elaboraram a descrição, solicitei que fizessem uma narração como se a fato estivesse ocorrendo naquele momento.
Após o término da narração pedi novamente aos alunos que elaborassem um resumo comparando os dois textos, o descritivo e o narrativo, e dessem opiniões sobre as diferenças e as semelhanças entre os textos.
Objetivo: O objetivo era que os alunos percebessem a diferença entre as tipologias textuais, ou seja, dentro de um gênero visual, eles produziram as tipologias textuais: descritiva, narrativa e opinativa.
Resultado Esperado: O resultado esperado foi satisfatório, os alunos realmente entenderam o que tinha sido solicitado. A princípio alguns acharam que era difícil e complicado, mas depois de algumas explicações entenderam e conseguiram produzir os textos na seqüência em que foi solicitado. Assim o resultado dessa atividade foi surpreendente.
Veja alguns anexos!

Petrolina-PE:
Escola Marechal Antônio Alves Filho (EMAAF)
Prof. Eva Coelho Rodrigues

segunda-feira, 1 de junho de 2009

OFICINA APLICADA POR PENHA

I Oficina

Gêneros textuais

A partir da afirmação de que a linguagem é prática social( Baktthin) cabe-nos permitir ao aluno não só selecionar os gêneros textuais, mas também produzir, identificar a utilidade de cada um no cotidiano.

Os gêneros textuais podem ser considerados como instrumento que fundam a posibilidade de comunicação.
Amplia as capacidades individuais do aprendiz, também amplia seu conhecimento
sobre a prática linguística e social(Schneuwly e Dolz-1997. Com a leitura e socialização dos gêneros textuais os alunos tiveram a oportunidade de entender que para cada situação há uma leitura diferente, juntos foram desenvolvendo e construindo novos significados e atribuindo uma finalidade a cada gênero.
O trabalho em grupo gerou comentários e discussões, como por exemplo" e este texto é literário por quê? " " porque nos diverte."

Em vinte e seis de março desenvolvi na 6ª A e B a primeira oficina TEXTOS LITERÁRIOS E NÃO-LITERÁRIOS. A turma dividida, cada grupo recebeu um envelope contendo textos, selecionou e classificou os textos: informativo,receita, bula,propaganda ( não-literário); poema, música conto, tira, história em quadrinhos(literário).

Cada grupo apresentou seu trabalho para a classe.

Em trinta e um de março os mesmos grupos voltaram a se reunir, dessa vez leram identificaram a temática e finalidade de cada gênero. Discutiram e cada aluno copiou em seu caderno: o título, o gênero, a temática e a finalidade.

No primeiro dia de abril os mesmos grupos produziram textos: literários e não-literários. Cada grupo escolheu um tema e fez paródia,poesia,história em quadrinhos,folder,etc. O tema mais trabalhado foi a dengue. A professora de Ciências estava desenvolvendo umas atividades acerca da doença,causa e prevenção.

Na aula seguinte, as turmas apresentaram seus trabalhos para a classe.
Os textos ainda não foram reescritos.

Textos Literários dos alunos da 6ª B

Amor e Traição

Eu te vi, e tu me viste,
Tu me amaste e ue te amei,
Qual de nós amou primeiro?
Nem tu sabes, nem eu.

Eu vi o meu amor
com outra mulher.
Entrei em depressão,
E me bateu logo uam dor.

Não aguentei muito,
Saí correndo.
Já quase desmaiando;
Eu estou enloquecendo.

Um amor doce e profundo,
Que durou apenas um segundo.
Amor que trouxe muitos sonhos,
mas os sonhos se foram,
E ficou saudades
Saudades no coração.

Ana Moser Barros Novaes


Paródia
Ritmo: Vitor e Leo- Borboletas

Dengue

Sabemos que a dengue
também mata,
Você diz que não tem graça,
Lutar assim.
Foi tudo tão maldito
Ele pegou foi pro infinito,
Ainda acredito,
Que ainda volte aqui.
Agora o dengue volta,
Infecta a minha família,e
Eu também.
Vou mandar pro outro mundo,
Sei que estou acabando,
É com a doença também.
Não sei dizer se o Dengue morreu.
Ou se ainda vai voltar.
Numa noite fria.
O Dengue vem pra sua casa te infectar
Você tem que se cuidar.
Pro dengue não te pegar
Não dixando acumular água
garrafa, vaso, ou pineu.

Aderlândia Delmondes da Cruz




CONSIDERAÇÕES

a finalidade foi mais fácil, mas na hora de expressar por escrito, as ideias não são organizadas. Selecionar textos literários e não literários não foi difícil. A dificuldade foi na identificação da temática.Já isso mostra a deficiência na leitura.Ainda há alunos na turma que apresentam dificuldades para ler e compreeder.

domingo, 31 de maio de 2009

Relato de experiência I

1° Oficina do Gestar II

Relato de Experiência

Relato de experiências comprovadas nas salas de aula sobre gêneros textuais.
Eu trabalhei o texto: Propaganda.
Texto “Você não quer contar esta história para seus filhos”

1.Perguntei aos alunos o que eles entenderam desta propaganda, se tivesse só a foto, se eles entenderiam a mensagem que ela representava. E alguns responderam que era chapeuzinho vermelho em uma floresta desmatada.
2.Então voltei para o título e perguntei: você não gostaria de contar esta história para seus filhos, gostaria? Que chapeuzinho vive em uma floresta desmatada? Então solicitei aos alunos que produzissem um texto falando sobre que história eles queriam contar para seus filhos, ou seja, que eles elaborassem uma historinha, historinha essa que será contada futuramente para seus filhos.
Eles fizeram cada uma mais linda que a outra.
O resultado esperado foi muito bom por que os alunos elaboraram outro texto, ou seja, dentro de um texto gênero propaganda, eles fizeram outro gênero, que foi a redação. Usando as tipologias dissertativas e explicativas.

Eva Coelho Rodrigues
Escola EMAAF

Memorial

Memorial

1.0 Dados pessoais.
Nome: Eva Coelho Rodrigues
Sexo: Feminino
Filiação: Manoel Antônio Rodrigues e Maria Rosa Coelho Rodrigues
Nascimento: 25/04/1971
Estado civil: Casada
Filhos: Julieta Maria Coelho Correia de Melo
Juliana Coelho Correia de Melo
Ayrton Manoel Coelho Correia de Melo.
RG: 4173070-SSPPE
CPF: 77563212434
Carteira de Trabalho: 84628 Série: 00043
Titulo de Eleitor: 375154008/33 Zona: 083 Seção: 0074

2.0 Formação Escolar:

2.1 Ensino Fundamental I
Em 1978, iniciei a primeira série do ensino fundamental em uma escola municipal que funcionava na residência do meu pai no sítio Baraúna distrito de Rajada, município de Petrolina – PE; estudei a primeira e a segunda série. Depois a escola passou a funcionar em outra residência por causa da quantidade de alunos que teria aumentado. Então estudei a terceira e iniciei a quarta série do ensino fundamental I nesta outra residência.
Em 1981, eu fui morar na cidade de Petrolina – PE onde terminei a quarta série do ensino fundamental I, em uma escola estadual.
Em 1982, iniciei a quinta série do ensino fundamental II em uma escola estadual na mesma cidade.
Em 1987, iniciei o primeiro ano do ensino médio. Devido às dificuldades financeiras, eu tinha que trabalhar para ajudar nas despesas da casa e da escola, então no final do ano de 1988 comecei a trabalhar em uma loja de confecções no comércio (centro) de Petrolina. Por causa do trabalho que na maioria dos dias eu tinha que chegar atrasada na escola, repetir o terceiro ano do ensino médio. Vindo a terminar o segundo grau em 1990. No final do mesmo ano (1990) eu me casei e parei de estudar, continuei apenas o trabalho, pois achava que para passar no vestibular eu teria que fazer cursos para reforçar meu aprendizado.
Em 1993, tive minha primeira filha, 1994 tive a segunda filha, então pedir demissão do trabalho e comecei a trabalhar por conta própria.
Em 1997, tive meu terceiro filho, em fim eu tinha concluído o ensino médio, estava casada, com três filhos e um comércio para cuidar. Mas havia uma necessidade dentro de mim, “voltar a estudar”.

2.2 Formação universitária
Em 2006 prestei vestibular de letras: Português/inglês na FTC ead. Tendo êxito no resultado, entrei para a universidade, neste mesmo ano fechei o comércio e voltei a estudar, entrei para a faculdade cursando letras.
Em 2008, conseguir entrar para o quadro de profissionais da Educação do município, com contrato temporário. No mesmo ano conseguir outro contrato de estágio remunerado no estado de Pernambuco com período de dois anos.
Nesse ano de 2009, renovei o meu contrato temporário pela prefeitura de Petrolina, onde faço parte do quadro de profissionais da Educação municipal e contrato temporário de estágio remunerado, onde faço parte também do quadro de profissionais da Educação Estadual.
Pela secretaria municipal, estou lotada na Escola Luiz de Souza no setor Pedrinhas e pela Secretaria Estadual estou lotada na Escola EMAAF.
Como pretendo continuar nessa área (educação) e me aperfeiçoar cada vez mais, entrei para o curso do Gestar II e que estou gostando muito, pois está ajudando no meu aprendizado.
Estou fazendo parte dessa área de profissionais pela vocação que tenho pela capacidade de poder ajudar, pois sei que tenho muito a contribuir para a educação e formação dos jovens.



Petrolina PE
Maio 2009

Eva Coelho Rodrigues

quinta-feira, 28 de maio de 2009

MEMORIAL DE ADNA

Fui aluna da escola pública desde as séries iniciais até o magistério. Morava numa cidade pequena, onde todos se conheciam e tinham sonhos bem parecidos. Estudar, ser alguém na vida, ter um bom emprego, ajudar as pessoas, eram os assuntos de nossas conversas juvenis. Depois vinham os amores, filhos e outras quimeras. Terminei o magistério, mas não fiz logo o concurso, pois fiz esse curso por falta de outras opções na minha cidade. No mesmo ano fiz o vestibular; escolhi Letras porque a leitura é o meu vício. Foi no decorrer dos estudos universitários que comecei a pensar em ser professora. Eu me angustiava com a forma como aprendi, pois descobri que poderia ter sido diferente. Passei a desejar fazer a diferença. Fui laçada. Envolvida. Conquistada pela vontade de ser mestre. Devo isso a muitos dos meus professores que me influenciaram para ser como eles e, em alguns casos, não ser como eles. Foram quatro prazerosos anos na faculdade CESVASF, em Belém do São Francisco.
No ano seguinte ao término da faculdade, fiz o concurso para professora da rede estadual de educação na Bahia e em Pernambuco. Fui aprovada nos dois concursos, mas por motivos particulares, precisei optar por um. Então, fiquei em Pernambuco. Não lamento mais por isso.
Passaram-se dezesseis anos, e são muitas as experiências acumuladas. Estive por cinco anos como vice-gestora e os outros anos, foram em sala de aula. Nesses anos, construí minha riqueza: minha família. Fui abençoada por Deus e recebi de presente: marido, uma filha (15 anos) e dois filhos (um de 8 anos e o outro com 8 meses).
Um dos meus sonhos profissionais era fazer o curso de pós-graduação. Iniciei em setembro de 2008. Logo após o nascimento do meu caçula. Foi a maior de todas as renúncias de minha vida; deixá-lo, enquanto viajo para estudar. Está valendo a pena, cada momento que me debruço sobre os livros, cada segundo que fico a “beber” da sabedoria de outros mestres. Também enriqueço com a troca de experiências com meus amigos e amigas professoras, do curso e da vida.
Este curso, (GESTAR), complementa em muitos aspectos, a aprendizagem do curso de pós-graduação. Ainda faço um curso à distância, intitulado: mídias na educação. Estou com meu tempo preenchido, sem medidas, mas vai valer a pena no final.
Meu desejo maior é ver refletido nos meus alunos, a luz do conhecimento que me foi possibilitado.

ADNA MACIEL S. CAMPOS SOUTO.
ALUNA DO CURSO GESTAR II.
PETROLINA – PE.
MONITORA: DIZA.